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Abr 08

Os adivinhos sempre tiveram grande projecção social. Chamem-se eles como se chamarem, forem eles de onde forem. Por exemplo, chamem-se UBS e sejam Suíços. Adivi, perdão, previram, com base num modelo sofisticadíssimo que habitualmente usam para o seu métier (favor notar o detalhe do itálico) mas que de dois em dois anos aplicam ao futebol, que era a Itália a campeã do mundo de 2006 e - uuh - acertaram. Eles e uma boa parte da população futebolística que, no meio de duas bejecas, depois de um dia de trabalho e esperando mais um pires de tremoço, porque os caracóis ainda demoram pelo menos uns 10 minutos, a não ser que queiram comer isto assim e não me chateiam mais, apostariam dinheiro, caso disso fosse, nesse mesmíssimo desfecho.

 

Senão, vejamos.

 

18 mundias. Destes 4 foram ganhos pela Itália, feito apenas superado pelo Brasil com 5 mundiais levados para casa. O palpi, perdão, a previsão da UBS vai para... a Itália. Numa final com... o Brasil. Audaciosos, estes suíços. Tivessem eles previsto que a Grécia nos ganhava aquela final e, meus amigos, estava aqui sossegadinha e ia antes comer qualquer coisinha que confesso que já estou com uma certa fome. Mas isso não previram eles. Causalidade, dizem eles, os suíços. Causalidade, dizemos nós, os portugas.

 

Depois, e mais importante, vamos lá olhar para o resto das previsões desse mesmo mundial dos senhores da UBS. E assim para isto não ser uma canseira, olhemos mesmo só para as meias finais. Sugest, perdão, previsões da UBS: Argentina-Itália, ganha a Itália; Holanda-Brasil, ganha o Brasil. No mundo real: Alemanha-Itália, ganhou a Itália, Portugal-França, ganhou - ehre - a França.

 

E, por cima disto tudo, dizem eles que neste Europeu não vamos passar da fase de grupos. Não quero deitar abaixo, que eu acho muito giro isto das pessoas diversificarem, mas diria que há qualquer coisa que não está bem naquele modelo. Se calhar é só um sinal trocado, não sei.

publicado por ag às 00:01

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