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Mai 08

O fenómeno da rúcula intriga-me.

Começo por desconfiar de um vegetal que só conheci já bem instalada na casa dos 20. Aliás, isso explica porque é que durante largo tempo lhe chamei rucúla e não rúcula Fonéticamente, hão-de concordar, fica bem melhor.

Depois, não percebo isto de todos gostarem de rúcula (hoje ao almoço, estávamos na proporção de 4 para 1). Como é isto possível? Pensei, inicialmente, que fosse um pequeno conluio familiar, mas rapidamente percebi que a coisa extravaza largamente esse núcleo. Estão por todo o lado os que dizem gostar de rúcula, ou melhor, os que dizem adorar rúcula - isto porque, não satisfeitos com a escolha de palavras, reforçam sempre o verbo aplicado numa segunda interpelação (" Mas gostas como?"). É minha firme convicção que ninguém gosta de rúcula*. Não é possível gostar de rúcula. Porque é que fingem que gostam tanto, isso, mais tarde ou mais cedo, mais dia menos dia, vou descobrir. Ai vou, vou.

*Da mesma forma que ninguém pode gostar de mijonas, ou amargas, ou azedas, ou lá como é que lhes chamam por aqui.

publicado por ag às 19:49

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