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Mai 08

A verdade é que, até certa idade, comi sal como quem come uns amendoins. Era um aperitivozinho, por assim dizer. Não aquela mariquice do sal fino, não senhor, mas sal a sério, sal verdadeiro. Nunca me deu para comer açúcar e, posso afirmar com toda a propriedade, não ia ser uma experiência a repetir - a confirmação, se dela precisasse, obtive-a  à porta de uma gabinete de análises clínicas, com uma desconhecida a despejar-me um pacote de açúcar pela garganta abaixo, que isso é uma quebra de tensão, porque com a minha filha também era assim, eu tinha que lhe dar açúcar e um copinho de leite, açúcar primeiro, mas é pena não ter aqui leite, que dava-lhe já e ficava logo melhor, perdia logo a vontade de vomitar, porque sabe que o leite faz muito bem ao enjoo, mas vá, vamos lá ver o efeito do açúcar. Eu caia aqui se isto não me causa ainda calafrios. Até hoje, nunca mais tive uma fraqueza depois de tirar sangue. Serviu-me de lição.

 

Dizia eu que sou uma pessoa de sal. Prefiro mar, pipocas com sal, castanhas com sal, maçarocas de milho assadas na brasa assim com grãozinhos de sal e só como salada enquanto vislumbrar o sal no seu estado sólido.

 

Qual é a relevância deste post? Zero, nadinha de nada, o mais absoluto vazio.

 

publicado por ag às 20:07

comentário:
É um post com sal e bem temperado.

A vida sem sal não tem sabor.

Bom Feriado e Parabéns pelo destaque
* * Grilinha * * a 22 de Maio de 2008 às 12:28

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