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Mai 08

Tenho uma capacidade estonteante para armazenar inutlidades na minha memória que faz pandan (isto escreve-se assim?) mas ao contrário com a minha capacidade igualmente estonteante de me esquecer de coisas banais mas extremamente úteis no dia-a-dia como será que trouxe carro hoje?, onde é que pus o multibanco? (o meu problema não é com o multibanco, que esse sei muito bem onde está, o meu problema é, isso sim, com um cartãozinho que sou obrigada a mostrar para almoçar na minha entidade patronal e que nunca está naquela bolsinha da minha mala especificamente reservada para guardar o cartãozinho que sou obrigada a mostrar para almoçar na minha entidade patronal* mas achei que se dissesse só multibanco funcionava melhor com o público em geral) ou onde é que raio pousei o telemóvel?, esta última agravada pelo facto de me ter tornado adepta do telemóvel sem som, apenas com vibração, o que faz não só com que a sua busca seja assaz penosa como faz também com que tenha sempre de ouvir um raspanetezinho dos antigos sobre quantas vezes é preciso dizer-te para pores som nesse telemóvel?, mas sobre isso não vos quero eu maçar.

 

Quero antes maçar-vos com a mais recente aquisição das inutilidades armazenadas. Esta linda musiquinha.

 

* Sobre esta questão o problema não é só não saber onde está. É efectivamente perder o cartão. Depois de o deixar três vezes no mesmo sitío, a senhora que o recolheu optou por escrever o meu nome no cartão, para não perder tempo a descobrir de quem era. Nós, os que temos o nome escrito no cartão, somos uma pequena comunidade.

publicado por ag às 00:02
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E será que não há nenhum comentário ao estado da nação actual? Será que também não se deve falar da nova "telenovela": com o país a "afundar" entre a greve dos camionistas, a falta de combustível, falta de produtos de primeira necessidade ... ou será que o mais importante hoje é o povo, aos gritos por "Portugal", ver na televisão os nossos jogadores e esquecer-se do resto? Triste a nação que vive orgulhosa e tem o governo que tem!!!

Será que não mais nada para falar... Sou só eu?
Filipa a 11 de Junho de 2008 às 14:38

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