29
Jul 08

Gosto de acreditar que procurar a palavra tese no google conta tanto como estar, efectivamente, a fazê-la. E coisas muito interessantes tenho descoberto. Deparo-me com dois tipos de conteúdo: por um lado, o das pessoas com vivências no ramo e que escrevem na primeira pessoa e, por outro, o das pessoas que dão dicas sobre como escrever a tal tese.

 

Estas últimas são pessoas que não aparentam qualquer conhecimento de causa e que procuram motivar as primeiras. Dão geniais dicas de estilo, como esta que, em boa verdade, foi a motivação de todo este post:

 

"Há três regras básicas que formulo com a ajuda do editor S.T. Williamson. Primeira: nunca use uma palavra curta se puder substituí-la por outra maior: não é ‘crítica’, mas ‘criticismo’. Segunda: nunca use só uma palavra se puder usar duas ou mais: ‘é provável’ deve ser substituído por ‘a evidência disponível sugere não ser improvável’. Terceira: nunca diga de maneira simples o que pode ser dito de maneira complexa. Você não passará de um mero jornalista se disser: ‘os mendigos devem ter seus direitos respeitados’. Mas se revelará um autêntico cientista social se escrever: ‘o discurso multicultural, com ser desconstrutor da exclusão, postula o resgate da cidadania dos povos da rua’."

 

Há pessoas assim por esse mundo fora. Eu, se me é permitido, concordo com este parágrafo, mas ao contrário. E ao contrário podia querer dizer de trás para a frente, e sim, faria, de facto, mais sentido.

 

publicado por ag às 22:40

pesquisar neste blog