28
Fev 08
Ai, credo, isto anda um frio que não se pode. Frrr. Olhe, cheguei a casa e lembrei-me logo - com a conversa daquela ruiva esqueci-me de trazer a garrafa de azeite. Mas ontem já não tive vagar que eu ando outra vez muito mal desta minha perna direita. Mas sabe de quem é que eu estou a falar,  não sabe? Aquela baixinha, que fala fala fala e não há quem a cale, mulher do que costumava parar muito ali no café mas que agora já não pára muito, sabe?  A esse, a última vez que o vi - eu, porque a minha vizinha costuma vê-lo lá para baixo ou lá onde é que ela trabalha - se não estou em erro, se não estou em erro, ia eu fazer aquelas análises, lembra-se?, que depois tive de repetir porque diz que aquilo não tinha ficado bem e foi para lá uma confusão. Não, espere lá,  minto. Espere lá. Não, nesse dia quem eu encontrei foi o outro senhor que trabalha no hotel, ali no hotel, sabe de quem é que eu lhe estou a falar? Eu até os acho parecidos. Então sabe tão bem, está farta de saber, não sabe você outra coisa. É aquele que vivia na casa por cima daquela senhora do cão. Aquela que parece que tinha família lá para cima - pelo menos era o que ela dizia que eu cá levo a minha vidinha e olhe que já me chega - e que andava sempre a saltar de patroa que aquilo era só visto contado ninguém acredita. Pudera, não há quem a ature. Dê-me lá o azeite que eu hoje estou com muita pressa.
publicado por ag às 20:55
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