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Out 08

 Corrente de ditos populares. Cinco. Ao calhas.

 

1. Já Fevereiro quer ser mês - De incomparável mais classe que o seu homólogo Já a formiga tem catarro, é simples e diz ao que vem sem mais demoras. Ouvi-o na minha infância e talvez mesmo depois, ainda hoje não sei porquê.

 

2. Antes faça mal que se estrague - Porque resume uma vida, em que comer muito era uma manifestação de agrado. Outros tempos.

 

3. No melhor pano cai a nódoa - Primeiro o elogiozinho, sim senhor, está tudo muito bem e depois, depois a criticazinha. Visulamente, resulta muito bem, e isso favorece qualquer ditado.

 

4. A fome é boa mostarda - Nunca disse isto, nunca ouvi ninguém dizer. Mas acho que vai muito bem e, por isso, ei-lo.

 

5. Até ao lavar dos cestos é vindima - Não é muito bom recorrer a este ditado poque ou muito me engano ou quem o profere está, de alguma forma, em desvantagem. Em desvantagem mas com esperança de que a coisa mude o que em si mesmo é uma coisa bonita e positiva pelo que há que incentivar.

 

E pronto, cada um é para o que nasce. Eu nasci para gostar de ditos e assim. Nomeadamente. Se isto fosse para outro fim que não o recreativo, tipo o fim guia-resumido-para-a-vivência-do-dia-a-dia-em-apenas-vinte_e_uma_palavras a escolha seria outra*. Ou se o fim fosse ditados-conhecidos-mas-apenas-ouvidos-na-vida-real-uma-vez-e-da-boca-da-própria-mãe** também haveria necessidade de escolhas diferentes**. Mas como é para o fim recreativo, fica assim.

 

Ah. Isto é uma corrente. Passo isto à minha vitamina diária, à fala-barato, ao botesga, à conhece-te e à elbi, que tem a mania que sabe mais disto que eu.

 

* Seria, assim de repente, um A necessidade aguça o engenho, um O que não tem remédio, remediado está e porque não um A vingança é um prato que se serve frio.

** Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão.

 

 

 

publicado por ag às 08:51
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