27
Mar 08

É com pesar que vos escrevo. Ora eu, assim para contextualizar o leitor, sou uma pessoa do centro, com uma costela do norte, mas norte mesmo norte. E por isso custa-me ver certas e determinadas coisas.  Que coisas? Coisas como o que por estas bandas se faz às alheiras. Aquilo, meus amigos, é um crime. Um crime. Desferem o revestimento com dois golpes e afogam o enchido em óleo como se não houvesse amanhã e fosse necessário gastar de uma vez só e rapidamente toda a gordura existente na cozinha. E não contentes, acompanham com quê? Bem sabe o leitor que, como eu, padece. Batata frita, arroz e um ovo a cavalo.  A despromoção da alheira a bitoque.

 

Onde está a alheira com todas as suas partes integrantes, frita em muito pouco azeite, ou, melhor ainda, grelhada? Onde, pergunto eu? É difícil, sim senhor, que aquilo espirra um bocado. É pouco estético, talvez, que aquilo às vezes rebenta. É chato, pois claro, que assim demora muito mais. Mas é alheira. Com a maiúsculo. E com uma batatinha cozida. E com uns grelinhos para o tira-gosto.

 

publicado por ag às 19:50

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