17
Jul 08

Há uma propensão extraordináriamente acima da média da população para o consumo de azeitonas na minha família. E tanto assim é que esta passa a ser uma característica pela qual ganhamos nome. São frequentes os protestos quando, depois da sobremesa, ou mesmo a meio desta, retomo a degustação das azeitonas. Pessoas que não percebem é o que mais há por aí.

 

E eu, admito-o aqui, não sou aquilo a que vulgarmente se chama uma gourmet de azeitonas. Longe disso. Maravilho-me com aquele quiosque de azeitonas do El Corte Inglés, é certo, mas as minhas preferências recaem de longe sobre as pretas (com azeite, alho e um coentrozinho, se for possível) que alternam, em alguns períodos, com as verdes, aquelas de tamanho exagerado. E isto não orgulha um apreciador de azeitonas. É como um apreciador de queijo maravilhado frente a um flamengo. Um verdadeiro gourmet inclinar-se-á para aquelas disformes, com uma coloração heterogénea e com uma cura leve, muito leve, de preferência caseira. Mas estas, lamento dizê-lo, não são para mim. Talvez com a idade.

 

publicado por ag às 00:21

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