23
Jul 08

Depois de ler isto, pus-me mais uma vez a pensar no tamanho da minha sala - esta coisa do salto em comprimento sempre me fascinou. A pessoa saltar de uma ponta à outra da minha sala é coisa que me impressiona desde que me lembro de ter tomado consciência deste facto. E se a Naide salta 7 metros, o senhor Mike Powell salta quase 9.

 

Nove metros.

 

Não consigo pensar nisto sem imaginar um despenhadeiro ao estilo do Bip-Bip e do Coiote, com nove metros de distância de terra firme. E o Mike Powell, na sua descontracção, a tomar um ligeiro balanço (enquanto os outros - nós - decidem voltar para trás cabisbaixos) e a saltar calmamente, sacudindo depois a poeira discreta que enevoou a bainha das suas calças beges.

 

O meu fascínio pelo salto em altura não é nada que se compare. É uma admiração profunda. Não é um fascínio. Acho a coisa menos espectacular. Menos elegante, sobretudo. Bem sei que aquele salto de costas está a anos-luz da tesoura de outros tempos no capítulo da elegância mas falta-lhe, ainda assim, um sine qua non. A ilusão de que se parte o pescoço a cada queda no colchão não é, de facto, uma mais valia.

 

O salto com vara é outra história. Uma pessoa subir 6 metros (5, se for mulher) apoiado numa vara é uma coisa de classe. E de coragem, já agora, que a mim não me apanhavam numa dessas.

 

 

 

É esperar que os Jogos Olímpicos comecem e ficar ali horas. Foi nulo. Não foi nulo. Enfim. Toda aquela emoção aqui tão perto. Tic Tac.

publicado por ag às 00:58

Sim, de facto salto em comprimento é mesmo uma "obra" praticá-lo. Também gosto muito de levar os "Jogos" assíduo, mas não me imagino a arranjar balanço para saltar lá em casa... e fique avisada!!! Beijinho!
pm_marinho a 23 de Julho de 2008 às 15:06

ag a 23 de Julho de 2008 às 18:23

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