11
Nov 08

O aspecto desprezível que os vilões do 007 adquirem é uma coisa que me fascina. Aquilo é gente normal, até ali, até àquele dia. E depois é o que se vê, aquele aspecto que todos sabemos, que a todos nos marca e perturba.

 

Com as Bond Girls a coisa não se dá tão espectacularmente. Mas dá-se, ainda que ao contrário.

 

Depois há o James Bond em si mesmo. Aqui a coisa atinge outras proporções. Fazer de duplo zero sete tem que ser o papel de uma vida. Defendo mesmo que a pessoa não possa largar a personagem, em saindo do estúdio. Bond uma vez, Bond para sempre. É pegar ou largar. E aqui não me apetece dizer mais nada senão que este Bond é O Bond.

 

 

 

 

 

 

Enfim. É tudo demasiado bom. Agora vou descansar.

 

 

 

 

publicado por ag às 08:40

09
Nov 08

Há qualquer coisa neste filme. Não tivesse eu coisas para fazer, que tenho e não são poucas, eu sei que não parece porque eu trago sempre este ar fresco e jovial, pronto, esta boa disposição que eu não sei ser de outra forma, desde que me lembro que sou assim, mas a verdade é que eu tenho uma vida que isto é sempre para cá e para lá, uma lufa-lufa constante, nem queiram saber o que para aqui vai de afazeres e de responsabilidades, mas dizia eu, não tivesse eu coisas para fazer, que como disse tenho e muitas até mas também não sou pessoa de agora começar para aqui a maçar as pessoas com a minha vida, não, não, nem pensar, a mim não me apanham nessa que isto cada um sabe de si e é mesmo assim, ninguém tem nada que ficar aborrecido com estas coisas, qual quê, não, nada disso, não ...eeeeh, mas, isto para quê?, pois, para dizer que agora não posso, que não me calha em caminho, mas, se pudesse - se pudesse - ia visionar novamente a película. Mas não posso, agora não posso e mais logo também não devo poder. Mas gostei muito. Bravo.

 

 

*Inicialmente escrevi Porcurado no título deste post e devo dizer que fiquei a olhar, achando que havia qualquer coisa que não estava bem. Mas não percebia o quê. Pro-cu-ra-do, repetia eu. Está bem. Deve ser impressão. Mas não era. Estava mal. Situação prontamente corrigida, mesmo antes de chegar aos leitores. Eficiência é o que isto se chama na gíria.

 

publicado por ag às 00:02

08
Nov 08

Wesley: [voice-over] It's my anorexic boss' birthday. This means there's a certain amount of inter-office pressure to stand around the conference table, eating crappy food and pretending to worship her. Acting for five minutes like Janice doesn't make all our lives miserable is the hardest work I'll do all day.

 

Procurado, 2008

publicado por ag às 10:48

07
Nov 08

Se fosse possível, claro. Se não incomodar. É possível, então?

 

...

 

Não dizem nada. Não sei se...

 

...

 

 

É que Incomodar é que não.

 

...

 

Não incomodo, portanto?

 

...

 

não?

 

...

 

?

 

...

 

Então, tá.

 

Queria só dizer que a melhor comédia romântica que eu conheço - tirando os momentos altos e médios desse grande senhor Hugueguerante - é a película que no nosso português se intitula "A minha namorada tem amnésia". Pior nome, era possível. Posso garantir-vos que era e eu sei que era porque já me debrucei sobre isso. Por exemplo, se a palavra furúnculo tivesse sido usada no título. Duas vezes. Aí ficávamos pior. Pouco pior, é certo, mas ainda assim pior. Mas não nos percamos nos detalhes. Percamo-nos na banda sonora, que é tão, mas tão mais divertido.

 

publicado por ag às 08:37

20
Ago 08

(spoilers)

 

Depois disto, assim vai a minha cabeça:

 

Só há cinco pessoas em quem confio e acho que são feitos de material diferente: o Sayid, o Sawyer, a Kate, o Locke e o Jack. Só estes sabem comportar-se como deve ser. Nos outros não se pode confiar muito. São mais fraquitos; têm medo. E bem sei que o Locke fez uma ou outra coisa estranha mas eu gosto dele desde o início e não estou para estar aqui a censurá-lo.

 

Aquele Desmond também me parece fiável, há que dizê-lo. E é a única nova personagem, por assim dizer, com quem simpatizo plenamente. A personagem do Santoro e da sua namorada foram duas belas secas. A do pai do Locke está perfeita de horrenda que é. Odeio aquele homem. E não gosto da Juliet nem um bocadinho. Sei que devia compreendê-la melhor mas não consigo.

 

O Ben. Parece-me um insecto, aquele homem, o que só abona para quem o escolheu para Ben. Sim senhor, o boneco está mesmo bem conseguido. E - estranheza das estranhezas - até simpatizo levemente com ele. É doido, que é, mas não consigo deixar de ter uma certa empatia.

 

E os flash-forwards. Huum. Não sei se vou gostar disso.

publicado por ag às 00:44

01
Ago 08

Uma das minhas resoluções de vida era retomar o visionamento dessa grande senhora da televisão que é a série Lost. Foi bonito de ouvir as aves do agoiro a rirem do meu intento. Não fiz caso. Estou, até, habituada a esse tipo de coisa. Fui frequentemente incitada a ver episódios mais avançados, sempre com base nessa pouca fé que em mim era depositada.

 

Pois serve o presente para informar que retomei, exactamente no ponto onde tinha ficado (um nadinha mais atrás, em boa verdade).

 

As impressões da primeira temporada (e dos quatro episódios que tinha visto da segunda) resumem-se a isto:

 

O Locke e o Sawyer são os maiores. O Jack é uma seca e a Kate, a Kate há ali qualquer coisa que não joga. O Michael detesto-o. O Hurley tem o seu quê. A Claire é um docinho. O Sayid (pois, não se escreve assim) é a confiança em pessoa. E aquela porto-riquenha (ou que raio ela é) era um par de estalos bem assentes.

 

Ah. E eu também carregaria no botão. Just in case.

 

Vamos lá ver o que dali vem.

publicado por ag às 00:39

27
Jul 08

Brilhante, este Dark Knight. Isto parece-me um bocado exagerado, mas eu percebo-os, é a emoção do momento. Eu própria, se votasse agora, ainda a menos de 24 horas, não sei se me conseguiria conter. E o sr. Ledger, bem, o sr. Ledger tem das melhores interpretações da história do cinema. É a perfeição, aquele Joker.

 

publicado por ag às 19:56

15
Jul 08

Quem é que na vida real (esta, portanto), em algum momento, perguntou com ar intrigado, depois de ouvir um tlim-tlão: "Estás à espera de alguém?"? Ninguém, digo eu.  Alguém que me apresente uma situação vivida em que esta pergunta tenha surgido. Desconheço.

 

É por isso que eu acho que estas pessoas dos filmes têm muita imaginação. Das coisas que eles se vão lembrar. "Estás à espera de alguém?". Criatividade ao mais alto nível. Foi pena o inventor não ter registado a patente. Hoje estava rico.

publicado por ag às 18:53

13
Jun 08

A pessoa de férias tem toda uma outra disponibilidade. E depois das minhas férias na cidade, no campo e na praia (só para terem um pequena percepção da agitada vida social desta pessoa que vos fala), eis-me uma semaninha em casa, na fresquinha, apenas interrompida por umas sardinhadas aqui e ali.

 

Muito proveitosa, esta semaninha de que falo, por uma miríade de razões. Três da quais me remetem para as imagens que tão gentilmente publiquei neste post. Os três melhores filmes dentro do seu género e, arrisco-me a dizer, fora dele, que tenho visto por aí. E giro, é que todos ganharam prémios. Isto dos prémios faz algum sentido, então. Diz-se por aí que não, que não faz sentido, e a pessoa fica baralhada. Mas dizia eu que estes são mesmo bons.

 

Sweeney Todd é Tim Burton - não há muito mais a dizer. É um sortudo, aquele Sr. Depp. Tenho a dizer que reconheci o Sacha passados escassas unidades de tempo mas não percebia a familiaridade com a senhora. Nem parece que fui eu que escrevi isto. É que nem parece.

 

 

Little Miss Sunshine, de que vos poupo a tradução portuguesa, é mesmo mesmo o meu género de comédia (o que é extremamente relevante). E depois tem aquela carrinha, com a qual se podia fazer um filme inteirinho, houvessem pessoas com mais visão no mundo do cinema.

 

 

Expiação (Tenho a dizer que tive de ir ao dicionário - agora, do alto da minha sabedoria, posso dizer que uma consulta à versão brasileira da coisa - Desejo e Reparação - pode ajudar no entendimento. Mas a nossa tradução é, de longe, mais requintada) é um filme ao qual tinha assentado muito bem o Óscar de melhor filme - o encadeamento temporal está ao nível do argumento (será que já é assim no livro?), que é bom do princípio ao fim. Não há uma única cena desnecessária e cada pausa que se faça dava um cartaz promocional.

 

publicado por ag às 10:25

14
Mai 08

Faço parte dos 44,3% de pessoas que dão nota 10 ao Fight Club. É o filme perfeito. Argumento, realização, actores. Nada a apontar, por mais boa vontade que se tenha. Vi o filme há quase dez anos e é o único filme que me lembro de ter voltado a ver com vontade - acho tudo tão genial que nem sei que vos diga.

 

Mas, apesar das 110 927 pessoas que partilham esta minha sólida opinião, a classificação do filme não chega a preencher nove estrelinhas - fica-se pelos 8,7 (sendo que 9,1 é a pontuação mais alta atribuída pelo conjunto de seres humanos votantes) muito por culpa das mulheres, dos etáriamente mais avançados e dos americanos, segundo consta lá no report. Enfim, não sei que diga. Não sei que faça. Mas o que me magoa são os 5 308 que deram nota 1. Quem é esta gente? Quais são as suas intenções? Em que meios se movem? Hum? Isto é que importa saber.

publicado por ag às 00:07

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